sábado, 21 de julho de 2012

         Dança juntando passos, custurando-os, bordando-os, brilha no salão como se fosse porpurina, como se fosse estrela...
        Canta e encanta, procurando tons, enfeitiça, seguindo a melodia e o balanço das notas...
         Escreve, decifra palavras, junta-as, dá-lhes sentido, cria histórias, seguindo as linhas de uma página em branco...
         E ama, ama sem julgar, sem pensar, sem juntar passos, ama por linhas tortas, ama sem sentido, sem ritmo, sem "swing"; ama por amar, por viver, por existir...




De uma apaixonada por dança, música... E livros

quinta-feira, 19 de julho de 2012

     Eu tô feliz sabe? Bom, pelo menos essa é a minha felicidade momentanea. Agora eu tenho alguém muito mais proximo pra cuidar de mim, mostrar que eu sou especial pra me ouvir sem reclamar, tenho amigos, colegas, tenho uma familia que me ama e que eu posso retribuir, graças a… Deus(?) Tenho o que muita gente suspira, aspira, deseja. Mas já procurei em quantos livros, sites e pessoas o porquê de eu ainda me sentir assim… Ah.. como se estivesse faltando algo… Uma aventura, uma viagem, um dia inesperado, um amigo, uma declaraçao, uma surpresa.. Essa incógnita me corrói de pouquinho em poucão. Cheguei ao ponto em que tudo me irrita, me deixa feliz, ou triste.. Ao mesmo tempo! Passei a ser tripolar: alegre, triste, vazia. Fico pensando todos os dias como seria se eu jogasse tudo pro alto e ficasse à deriva. Diriam: ”que exagero”, “drama”, “desnecessário”. Eu diria a eles que não me importo. E depois me arrependeria profudamente, correndo atrás de tudo, de todos. Isso se deve à minha total e completa inconstância, ou seria ao meu delírio? Eu sou louca, sabem? Doida de pedra, não sei nem o que fiz hoje, o que vou fazer amanhã.. E a minha vida ainda assim é monótona, como então? Nem sei.. O meu problema é que sou dependente, dependente dos outros, e como ninguém pode me dizer o que fazer eu continuo aqui me sentindo como um copo de leite. Meio cheio, meio vazio.




De uma apaixonada por livros
       
       Que graça teria a vida se não tivesse um fim, ou ao menos uma perspectiva de fim? Penso o mesmo sobre os livros.. A cada vez que leio um epílogo me pego em profunda tristeza. Por saber que tudo acaba, sejam as palavras sábias de algum escritor renomado, ou as aventuras de uma ficção de amor.. Epílogos são como as despedidas, que nos fazem chorar o aeroporto, na estação de trem ou de ônibus, ao sentirmos que uma parte de nós vai embora, seja provisória ou definitivamente. Já os prólogos são diferentes.. Quem não espera um início belo pra uma vida? Ou um novo começo para algo que não ia bem? Prólogos são como nascimentos, novo emprego, nova viagem, novas aventuras! O prólogo tem tudo pra ser a parte mais feliz do livro da vida de alguém. E mesmo assim, eu prefiro os epílogos, aqueles que deixam com um ar-de-quero-mais, aqueles marcantes, quando a gente tem as emoções mais fortes, quando descobre se vai ser um felizes-para-sempre, ou um trágico fim, daquele que ninguém esperava.. Gosto de epílogos porque eles dão abertura pra vários outros prólogos, e assim o ciclo nunca acaba!






De uma apaixonada por livros